r. dr virgílio de carvalho pinto, 117
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RenovaSP – Meninos 1 2011

RENOVASP – MENINOS 1

  • 1º Prêmio em Concurso Público Nacional de Arquitetura e Urbanismo

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Marcelo Luiz Ursini
autores

Fábio Marchi
Felipe de Paula Chaves
Felipe Tanos
Daniel Chun
Zula Matias
Jonatas Barros
Luan Piani
colaboradores

Projeto Paulista de Arquitetura
urbanismo, paisagismo e arquitetura

Linear Engenharia
macro-drenagem, geométrico, terraplanagem

Planear Engenharia
fundações, consolidação geotécnica, alvenaria armada e concreto

JPD Instalações Hidráulicas e Elétrica
instalações prediais

Civilsolo Sondagens e Fundações
consultoria de solos

Solotec Engenharia
sondagens

Bea Bustos Engenharia e Projetos
Motta Gentil Agrimensura
levantamento cadastral

2011 | 2016
projeto

Sacomã, São Paulo, SP
local

 

O perímetro Meninos 1 caracteriza-se como limite urbano da cidade de São Paulo, divisa com São Bernardo do Campo assinalada pelo córrego dos Ourives. A interligação viária entre os dois lados do córrego se faz em apenas três pontos, numa extensão de mais de três quilômetros, o que atesta a condição de barreira do córrego. Grosso modo, pode-se dividir o PAI Meninos 1 em três setores e nossa proposta busca responder às diferentes condicionantes de cada setor conforme segue:

Setor leste: Em setor de forte caráter industrial por influência da Rod. Anchieta, implantou-se um pólo habitacional de alta densidade trazendo nova dinâmica ao local. A nova quadra constrói uma frontalidade junto ao parque e novas vias permitem conexão viária com a outra margem do rio.

Setor central: Propõe-se a remoção total das favelas e a construção de habitações e equipamentos ao longo do parque linear, definindo uma nova frente urbana junto ao córrego, pontuada por uma praça junto ao principal nó viário – que articula todos os setores e estes com o viário da margem oposta – que promoverá nova centralidade ao local e melhoria de seus espaços públicos;

Setor oeste: a proposta de uma via de contorno do parque linear viabiliza uma melhor articulação do viário existente e a ocupação das glebas vazias, criando novas frentes voltadas ao parque. A incorporação das áreas desocupadas pela favela Jardim Celeste permite ampliar a largura do parque linear para instalação de equipamentos esportivos e pontos de socialização.

Dessa forma entende-se que a implantação do conjunto das propostas deverá não só prover novas áreas verdes ao setor como também seu desenho deverá reverter a atual condição de fundos e passar a constituir uma nova frontalidade, propiciando a conectividade entre as duas margens.

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Urbanização da Favela Nova Jaguaré 2003

URBANIZAÇÃO DA FAVELA NOVA JAGUARÉ

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
Henrique Fina
autores

José Mário de Castro Gonçalves
Luis Oliveira Ramos
colaboradores

COBRAPE – Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos
coordenação, levantamentos, cadastramentos, serviços sociais, infra-estrutura urbana, sistema viário, geotecnia

Alleoni Engenharia e Projetos
fundações, alvenaria armada e concreto

JPD Instalações Hidráulicas e Elétricas
instalações prediais

2003
projeto

São paulo, SP
local

16,66ha
área de urbanização

55.150m2 – 992 unidades habitacionais
área construída

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Escritório Riskoffice 2008

ESCRITÓRIO RISKOFFICE

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
autores

Projeto Paulista de Arquitetura
luminotécnica

Alexandre Sresnewsky
acústica

JPD
hidráulica e elétrica

Poliar
climatização

OHM e Infra Engenharia
construção

Nelson Kon
Luis Mauro Freire
fotografias

2008
projeto

2009
obra

1000m2
área construída

São paulo, SP
local

O grande desafio neste projeto foi contornar o problema do pé-direito baixo do imóvel alugado pelo cliente (2,60 abaixo das vigas). Trata-se de um imóvel construído nos anos 80 e que, portanto, não considerava as necessidades e instalações presentes hoje nos modernos ambientes de trabalho.

A estratégia utilizada foi criar um anel entorno do núcleo central com pé-direito reduzido para embutir os dutos de distribuição do ar-condicionado. A partir de uma grelha linear deste anel se faz o insuflamento do ar para todos os ambientes, liberando-os de dutos e difusores. Nestes ambientes utilizou-se placas de forro soltas, que rebatem no plano do forro as superfícies de trabalho e funcionam como refletores da iluminação indireta, e que permitem ver as lajes, vigas e instalações sobre eles, ampliando-se assim o pé-direito do escritório.

Outra característica deste projeto foi a utilização de divisórias de vidro para dar a máxima transparência possível e aproveitamento da luz natural contínua proveniente das janelas da periferia.

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Urbanização Jd Santo André 1998

URBANIZAÇÃO JD SANTO ANDRÉ

Luis Mauro Freire
Fábio Mariz Gonçalves
arquitetos coordenadores do projeto de urbanização

CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano
cliente

150ha
área de intervenção

1998
data

Jd Santo André, Santo André, SP
local

O projeto de Urbanização Integrada do Jardim Santo André desenvolvido pela CDHU é um dos maiores programas da companhia e tem como objetivo a recuperação urbana e ambiental de uma gleba de cerca de 150 hectares, ocupada irregularmente desde 1980 por quase 7.000 famílias no município de Santo André.

A área está situada no extremo leste do município de Santo André, divisa com Mauá, e caracteriza-se por uma região de “mar de morros” com uma topografia movimentada e recortada por vales estreitos e profundos e encostas com altas declividades. No interior da área e, principalmente, ao sul e a leste da gleba, encontram-se encostas recobertas por bosques nativos da mata atlântica ameaçados pela constante expansão do assentamento. As cumeeiras dos morros ao sul definem a divisa da área de proteção dos mananciais da bacia da represa Billings, e a leste o limite da bacia do rio Tamanduateí, também protegida por lei.

A gleba é composta por dois lotes de urbanização, o Lote 1, ao norte, onde se encontram as favelas  Lamartine e Dominicanos e o Lote 2, ao sul, onde estão localizadas as favelas Toledanos, Cruzado, Campineiro e Missionários. No centro da área encontram-se empreendimentos da CDHU, constituídos de condomínios de prédios de cinco pavimentos, que se apresentam como fragmentos de tecido urbano a se integrarem à cidade e aos núcleos favelados através do programa de urbanização.

Um dos principais objetivos e desafios do programa é consolidação dos assentamentos e a retenção da expansão da ocupação sobre as áreas frágeis e vegetadas, protegidas pela legislação ambiental.

No Lote 2, objeto de trabalho do escritório, propõe-se o re-ordenamento físico dos assentamentos, dotando-os de toda infra-estrutura urbana, serviços e equipamentos públicos nas áreas de consolidação e regularização urbanística (notadamente as áreas mais baixas, com menor declividade), a remoção de setores do assentamento em áreas de recuperação e preservação ambiental para a criação de áreas verdes (nas cotas mais altas dos morros), áreas para a construção de novas moradias  para reassentamento de famílias ocupantes de áreas de risco e de preservação (nas encostas), e estabelecimento de um sistema linear de espaços urbanos (no centro da área), responsável pela configuração de uma nova centralidade no núcleo e que receberá equipamentos urbanos, tais como creches, posto de saúde e escolas, assim como espaços para o lazer.

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Seminário Maior Nossa Senhora de Aparecida 1995

SEMINÁRIO MAIOR NOSSA SENHORA DE APARECIDA

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
autores

1995
projeto

1996
obra

4.411,00
área do terreno

715,00
área construída

Taboão da Serra, SP
local

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Ampliação da Faculdade de Medicina da UNESP 1991

AMPLIAÇÃO DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNESP

  • Menção Honrosa em Concurso Público de Arquitetura promovido pela UNESP e Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
Zeuler Rocha Melo da Almeida Lima
autores

1991
projeto

Botucatu, SP
local

A atual situação do Campus Universitário, sem hierarquia de espaços e acessos aos edifícios, e a localização da área de intervenção junto à sua entrada são definidores do partido proposto.

A proposta tem por base dois objetivos:

– Estabelecer dos blocos projetados entre si e com as já existentes, buscando criar uma imagem que dê identidade à Escola de Medicina e ao Campus.

– Qualificar os espaços livres entre os edifícios buscando integrá-los à vida cotidiana dos usuários.

A organização em três edifícios considera as atividades programáticas e as etapas de implantação, preocupando-se, contudo com que cada uma destas etapas o conjunto se apresente como obra concluída.

A primeira etapa de implantação coloca o bloco dos departamentos junto ao Hospital Universitário, com o qual mantém relação funcional mais estreita, integrando-o ao seu desenho e buscando preservar a leitura das extremidades dos seus pavilhões. A colocação frontal das secretarias estabelece uma nova fachada para o conjunto, de modo definitivo, independente da futura ampliação dos gabinetes dos docentes.

O segundo bloco a ser implantado, o edifício de atividades didáticas, abra-se para uma praça configurada por este, pelo bloco das secretarias e provisoriamente, pelo talude existente a oeste do terreno. Para esta praça abre-se a circulação, voltam-se as entradas e a lanchonete.

A ultima etapa prevê a implantação do bloco administrativo junto ao talude, dando uma melhor configuração à praça, para a qual se abre seu acesso e se voltam seus ambientes principais, aproveitando-se, ainda, a melhor orientação solar.

Levando-se em consideração a construção em etapas e o barateamento da construção, o bloco dos departamentos e da administração utilizam-se  da mesma modulação estrutural, permitindo a padronização e a pré-fabricação dos elementos construtivos

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Urbanização do Jd Novo Horizonte 2011

URBANIZAÇÃO DO JD NOVO HORIZONTE

Projeto Básico de Urbanismo e Paisagismo para o Jd. Novo Horizonte

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
autores

José Mário de Castro Gonçalves
colaborador

2011
projeto

Jundiaí, SP
local

110ha
área de urbanização

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Parque Guaraciaba 1991

PARQUE GUARACIABA

  • 1º Prêmio em Concurso Público de Arquitetura promovido pela Prefeitura Municipal de Santo André e Sindicato dos Arquitetos de São Paulo

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
Zeuler Rocha Melo de Almeida Lima
autores

1991
projeto

Santo André, SP
local

50.000ha
área

 

O parque proposto ocupa um antigo porto de areia desativado, de cuja exploração aflorou um imenso lago com água de alta qualidade, potável e clara, e profundidades de até 80 metros. O parque se localiza numa área de aproximadamente 50 ha, em região urbanizada ao sul do Município de Santo André, na divisa com Mauá e no limite com a Serra do Mar.

O partido se baseia numa dualidade de sentidos: ao mesmo tempo recupera e preserva uma unidade ambiental específica, rica em recursos hídricos e florísticos e oferece espaços e equipamentos para a intensa utilização pública.

Um eixo principal interliga a praça de acesso à praça do lago, configurando um passeio público retilínio e de inclinação constante, acentuando a percepção das várias topografias presentes na área. Ao longo desse percurso sucede-se uma série de intervenções de caráter esportivo, educativo, cultural e de lazer, traduzidos por conjuntos edificados e pelo processamento paisagístico das áreas livres.

O passeio termina em uma grande praça junto ao lago, com restaurantes e píer para pequenas embarcações, além de uma piscina – construída a partir de um braço do lago – cujas margens foram tratadas como praias. Um eixo secundário sobe o espigão ao sul, criando estadas que executam no seu percurso uma varredura seqüencial da paisagem do parque.

A partir do lago, trilhas abertas apenas à visitação guiada e agendada, percorrem os morros íngremes, dando acesso à mata existente e às três torres de observação, visíveis da praça.

O desenho geométrico procurou evidenciar as intervenções realizadas – pisos, equipamentos, paisagismo, etc – destacando-as da paisagem natural presente no local.

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Requalificação do Largo da Batata 2002

REQUALIFICAÇÃO DO LARGO DA BATATA

  • 2º Prêmio em Concurso Público promovido pela Prefeitura Municipal de São Paulo e IAB-SP

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
Henrique Fina
Luis Oliveira Ramos
autores

2002
projeto

São Paulo, SP
local

150ha
área de intervenção geral

25ha
área de intervenção específica

Pinheiros consolidou-se como importante subcentro comercial e de serviços populares da zona oeste; transformações recentes, porém, estão fixando um importante uso terciário de alto nível gerando conflito com antigos usos populares, que tendem a ser expulsos pelo processo de renovação da área. O projeto de reurbanização do Largo da Batata procurou estabelecer um conjunto de estratégias que concilia a renovação com a permanência e expansão dos antigos usos.

Como principais estratégias, buscou-se reorganizar o binário de transporte coletivo previsto, sugerindo-se a mudança do trajeto de ônibus da rua Paes Leme para a Rua Butantã, cuja ocupação lindeira é passível de sofrer maior renovação urbana.

Organizou-se um sistema de percursos servido por calçadas privilegiadas (largas e arborizadas) ligando os principais espaços públicos e equipamentos do bairro:

– através da supressão de uma das faixas do leito carroçável da rua Butantã e ponte Bernardo Goldfarb (devido à alteração das rotas dos ônibus) ligando o largo da Batata à Paineira;

– através da pedrestrianização de parte da Cardeal Arcoverde e alargamento da calçada da rua Edison articulando a FNAC ao largo;

– através da supressão da faixa de estacionamento da rua Paes Leme ligando o largo às estações da CPTM e METRÔ e servido ao SESC;

– ao longo da rua Eugênio de Medeiros, articulando o Butantã às estações até o parque proposto na quadra institucional ao norte da área;

– ao longo da rua Sumidouro, servido às duas escolas existentes, ao Centro Britânico e o parque proposto;

– ao longo da avenida faria Lima até o complexo Ohtake Cultural

Propõe-se a abertura para uso como parque público de parte da área verde existente na grande quadra de usos institucionais (SABESP, Corpo de Bombeiros, CETESB, CET e DSV).

Propõe-se a construção de uma praça cívica através da desapropriação e demolição de duas quadras que separam a Igreja de Nossa Senhora de Monte Serrate, um dos principais referenciais do bairro, da Avenida Faria Lima.  Esta intervenção liberará uma nova e ampla praça que passará a ser o espaço articulador de praticamente todos os percursos das principais ruas do Bairro e terá seu caráter cívico reforçado pela construção da nova sede da Subprefeitura de Pinheiros. A implantação de um grande estacionamento subterrâneo (com cerca de 500 vagas) sob a praça, atenderá à estação do Metrô prevista para o local, à Subprefeitura e ao comércio da área.

Propõe-se um novo alinhamento para as edificações da Av. Faria Lima que, perpendicular àquele da Rua Butantã, permite uma melhor leitura da sinuosidade da via e define um espaço aéreo triangular cujo vértice é a praça proposta, conformando um recinto urbano com clara unidade de desenho.

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Pavilhão Goumet 2012

PAVILHÃO GOUMET

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SESC Ribeirão Preto 2012

SESC RIBEIRÃO PRETO

4º Prêmio em Concurso Público de Arquitetura promovido SESC-SP

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Marcelo Luiz Ursini
autores

Felipe Chaves
colaborador

2013
projeto

Ribeirão Preto, SP
local

O novo SESC Ribeirão Preto é construído a partir da compreensão das condicionantes e potencialidades do lugar.

Como condicionantes, o terreno com geometria irregular e a existência de edificação a preservar impunham limites a soluções mais horizontalizadas. A presença de solo basáltico muito raso associado a nível d´água elevado praticamente inviabiliza a criação de subsolos profundos. Diante disso, soluções mais verticalizadas apontavam possíveis dificuldades de convivência com a edificação existente de baixo gabarito. Além disso, recuos e gabaritos legais limitavam ainda mais o aproveitamento do terreno.

Como potencialidades, as grandes frentes do terreno garantem boas  condições de iluminação, ventilação, vistas e acessos. A presença de um pavilhão linear a ser preservado, articulado a uma rua interna, configurava um espaço de encontro interessante que entendemos ser necessário preservar e reforçar.

A partir dessa análise, nosso primeiro gesto foi propor um volume horizontal, disposto paralelo ao edifício existente, de mesmo porte, a fim de estabelecer uma equilibrada relação volumétrica e reforçar a rua interna como local de vivência. Para melhor solução do conjunto edificado, demoliram-se as piscinas originais substituindo-as por novo parque aquático. Consideramos a rua interna o principal espaço para atividades coletivas, e para animá-la, ali concentramos os espaços de uso mais franco: comedoria, biblioteca, exposições, foyer do teatro, salas curumim e infantil, e turismo. A rua foi proposta como um grande piso capaz de abrigar usos diversos, extensivo às atividades adjacentes – espaço da brincadeira,  das apresentações teatrais, da “contação” de histórias – como também disponível para ser apropriado pelos vários projetos culturais desenvolvidos no SESC.

Nosso segundo gesto foi dispor um volume vertical paralelo à Rua Visconde do Rio Branco, que define uma nova frente para o SESC, reúne os acessos ao conjunto e abriga os programas de uso controlado (oficinas, atividades físicas, quadras esportivas).

Na intersecção dos volumes, dispomos uma praça de entrada que organiza o acesso aos diferentes térreos a partir da rua Visconde do Rio Branco. Este acesso, organizado em dois níveis, intermediários a cota da rua, distribui os fluxos segundo a lógica da organização programática do conjunto: o acesso ao térreo inferior, mais visível e convidativo, leva aos espaços de usos mais francos e abertos; o acesso ao térreo elevado leva aos usos mais controlados, e tem no salão da convivência o espaço de articulação e transição dos fluxos para as áreas de uso livre ou  controlado.

 

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Residência em Lagoa Santa 1999

RESIDÊNCIA EM LAGOA SANTA

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Residência em São Paulo 1995

RESIDÊNCIA EM SÃO PAULO

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
Zeuler R M A Lima
autores

1995
projeto

1995
obra

São Paulo, SP
local

420,00m2
terreno

232,80m2
área construída

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Residência em Bertioga 1995

RESIDÊNCIA EM BERTIOGA

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
autores

Marcelo Ungaretti
estrutura de concreto e madeira

1995
projeto

1996
obra

Bertioga, SP
local

400m2
terreno

195,40m2
área construída

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Centro Cultural e Agência Central dos Correios 1997

CENTRO CULTURAL E AGÊNCIA CENTRAL DOS CORREIOS

  • Finalista em Concurso Público de Arquitetura

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
autores

1997
projeto

São Paulo,SP
local

O conjunto existente já nasceu como dois edifícios justapostos. Aproveitando-se deste partido original, implantou-se a nova agencia dos correios no antigo edifício dos telégrafos, que da frente para a avenida São João, e o Centro Cultural no edifício que se volta para o Parque do Anhangabaú.

O partido procura reforçar relações espaciais esboçadas no partido original, de forma a ampliar a continuidade visual entre os vários andares e entre o edifício e o lote. Constrói-se um grande espaço central onde antes existia um pequeno rasgo com clarabóia. A circulação vertical se localiza sob a outra iluminação zenital  existente no mezanino, transferida agora para a cobertura.

As construções anexas no fundo do lote são demolidas, dando lugar a um bloco em “l” (em parte existente), que abriga o teatro e todos os serviços de apoio (triagem, manutenção, administração, etc); toda a carga e descarga de materiais para ambos os edifícios se localizarão no térreo, sob uma laje construída no nível do mezanino, tendo acesso pelo parque do Anhangabaú.

Abrem-se dois terços da fachada dos fundos com um grande caixilho, permitindo a entrada de luz e a ampliação do espaço interno pela apropriação das áreas posteriores.

O projeto procurou manter as melhores características arquitetônicas do edifício existente; suas salas mais nobres são preservadas, as que se voltam para a praça do correio abrigarão as atividades que aproveitem essas visuais.

O térreo e uma extensão da cidade e com ela se articula. É no térreo que temos o acesso a agencia do correio, as lojas, estacionamento, e uma parte das exposições. Uma escadaria larga (10 m) liga o térreo ao mezanino, aonde encontraremos o teatro, a biblioteca, e de onde assistimos a articulação de todos os espaços visíveis por um grande hall, iluminado por um generoso caixilho e pelo teto de vidro.

Esta praça coberta se estende para um pátio descoberto, um “pocket park”, um refugio silencioso e aprazível no agitado centro de São Paulo. Uma escada helicoidal liga esse espaço ao beco do Paissandu, possível rota de funcionários e freqüentadores do local, um acesso secundário para o conjunto.

O teatro possui grandes portas de correr permitindo que, da praça descoberta, um  publico maior possa assistir a eventos e shows mais concorridos.

Continua…

 

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Centro de Informação do COPERJ 2008

CENTRO DE INFORMAÇÃO DO COPERJ

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Jonathas Pereira da Silva
Vera Regina Tangari
Ricardo Guerra Flores
autores

2008
projeto

Itaboraí, RJ
local

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Centro Cultural e Educacional em Mogi das Cruzes 1995

CENTRO CULTURAL E EDUCACIONAL EM MOGI DAS CRUZES

  • 3º Prêmio em Concurso de Arquitetura promovido pela Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
autores

Mogi das Cruzes, SP
local

1995
projeto

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Sede da CNM em Brasília 2010

SEDE DA CNM EM BRASÍLIA

  • 3º Prêmio em Concurso Público Nacional de Arquitetura promovido pela CNM e IAB-DF

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Henrique Fina
autores

Brasília, DF
local

2010
projeto

A tipologia em “U” define um vazio central que provê luz e paisagem própria aos escritórios da CNM, e que contribui como elemento integrador de todas as atividades do conjunto. Privilegiou-se as melhores vistas em relação à uma orientação solar mais favorável, porém o conforto térmico será assegurado pela ventilação cruzada e brises.

A solução estrutural adota vigas biapoiadas com balanços nas extremidades que atirantam as lajes dos escritórios, a fim de diminuir a interferência que a estrutura do edifício provocaria nos usos do térreo, notadamente auditório e convenções. Como decorrência, os grandes balanços configuram uma praça coberta, fluída, quase sem obstáculos, conferindo à edificação um caráter mais público.

Optou-se pela estrutura metálica por ser um sistema construtivo industrializado, mais ágil e que permite diminuir prazos de obra e obter alto padrão de qualidade na construção.

A distribuição do programa organizou os setores mais operacionais no primeiro pavimento e no segundo concentraram-se os usos mais diferenciados, como a presidência e setores relacionados, escritórios rotativos para visitantes, salas de capacitação e área de descanso dos funcionários, este orientado para a vista do lago Paranoá.

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Habita Sampa – Assembléia 2004

HABITA SAMPA – ASSEMBLÉIA

  • Menção Honrosa em Concurso Público Nacional promovido pela Prefeitura de São Paulo e IAB-SP

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Henrique Fina
autores

Luis Oliveira Ramos
José Mário de Castro Gonçalves
colaboradores

São Paulo, SP
local

2004
projeto

O projeto foi concebido a partir do entendimento de sua inserção na paisagem urbana e pelo seu contexto imediato.

O terreno, definido por dois patamares, já denuncia a transição entre um Centro densamente construído e o vale ajardinado. O partido se aproveita dessa condição e uma estabelece uma diagonal que define não só o limite dos terrenos da SNJ e da HIS e também o limite entre duas tipologias urbanas.

No lado da diagonal voltado para o Centro, buscou-se dar continuidade à ordem urbana vigente: o edifício da SNJ implanta-se no platô mais alto e cola-se à empena cega existente, arrematando a quadra definida por prédios no alinhamento.  Na primeira fase de implantação do projeto, as 35 vagas solicitadas para o SNJ ocupariam parte do terreno, sob coberturas provisórias. Quando da construção do edifício da Secretaria, as 50 vagas seriam distribuídas em dois subsolos.

Propõe-se uma ocupação mínima do térreo, liberando uma praça em continuidade com a Carlos Gomes, onde se localiza a entrada do edifício habitacional pelo lado do “Centro” (na cota 100.00), através de uma passarela.

Junto ao viaduto Dona Paulina a diagonal assinala o segundo acesso ao edifício habitacional (cota 96.75) e define o limite entre a construção no alinhamento (através do comércio proposto) e a área livre arborizada do condomínio residencial, localizada no platô inferior (cota 96.00) do terreno.

No lado da diagonal voltado para o vale, optou-se pela tipologia “lâmina sobre pilotis” buscando liberar ao máximo o solo, arborizando-o e assim integrando-o ao contexto paisagístico do vale. Os pilotis ganham maior altura junto ao edifício SNJ permitindo que da praça superior se aviste o vale. A diagonal e a lâmina definem um pátio triangular condominial amplia a escala do espaço livre das praças superiores, qualificando-as. A torre de elevadores e as passarelas de ligação com o edifício residencial funcionam como elementos de transição entre o pátio e o recuo de miolo de quadra.

A opção por um edifício habitacional laminar, solto, que não segue a lógica de implantação no alinhamento, buscou não só a adequação a um contexto urbano híbrido, mas também evitou a conformação de pátios internos necessariamente escuros pela proximidade e escala dos edifícios vizinhos. A lâmina mostrou-se uma solução mais adequada na medida que proporciona a todas as unidades duas faces opostas para iluminação e ventilação cruzada, voltando os serviços e circulação para o miolo da quadra e orientando todos os ambientes de uso prolongado para o vale, com única exceção nos apartamentos de dois quartos, com dormitórios voltados para as praças superiores, dadas a escala e o interesse desses espaços livres.

As unidades habitacionais foram organizadas a partir de uma circulação aberta a cada três andares e escadas privativas como acesso às moradias localizadas nos andares contíguos; tal arranjo proporciona maior economia ao reduzir o número de paradas dos elevadores, e maior intimidade às moradias. A união dos dois elevadores numa única torre de circulação otimiza o uso dos equipamentos, diminuindo custos de manutenção.

A solução estrutural prevê paredes de concreto dispostas transversalmente à lâmina em intervalos de 5,50 m, contraventadas nas extremidades pela escada de segurança e quarto de unidade residencial; as passarelas que ligam o edifício à caixa de elevadores também colaboram no contraventamento. Lajes maciças com 20 cm de espessura vencem o vão sem vigas intermediárias. Placas pré-moldadas de concreto presas às paredes portantes protegem a fachada do calor excessivo e permitem a vista sobre o vale.

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Nova Sede de FAPESP 1998

NOVA SEDE DE FAPESP

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fabio Mariz Gonçalves
Henrique Fina
autores

São Paulo, SP
local

1998
projeto

O projeto foi definido a partir do entendimento de sua inserção na paisagem urbana e pelo seu contexto imediato.

O terreno situa-se em um vale, diante do córrego jaguaré, coberto pela avenida politécnica, metros antes deste desembocar no rio pinheiros. esta situação nos sugeriu a reserva de parte significativa do lote como área permeável e verdejante.

O grande jardim proposto é um dos elementos fundamentais para a qualificação dos espaços de trabalho e dos acessos. este jardim não é o espaço residual consequente do projeto do edifício, é antes de tudo um espaço projetado articuladamente com cada elemento construído. o conjunto arquitetônico organiza-se ao redor deste elaborado jardim estabelecendo visuais recíprocas que valorizam os espaços internos e externos.

O projeto tira partido do fato de que as melhores visuais coincidem com as orientações mais favoráveis para o aproveitamento da insolação.

O corpo principal do conjunto arquitetônico constitui uma lâmina que  orienta-se para as visuais a leste e a sul do terreno apreendendo grande extensão do vale do rio pinheiros avistando desde o pico do jaraguá, a torre dos correios, o parque vila lobos, os principais edifícios construídos junto às marginais, a raia e o campus da usp. deste modo impediu-se a visualização dos edifícios industriais que caracterizam a zona do jaguaré.

A face sudoeste, com visuais e insolação piores, abriga uma longa bateria de salas técnicas, escadas de emergência, sanitários e copas que constrói um plano paralelo e solto do corpo principal. Junto a este plano, grandes vazios permitem que a luz natural zenital penetre em todos os andares. as passarelas que atravessam este pé direito quadruplo unem o corpo principal aos serviços, permitindo a visualização dos vários setores da fundação.

A organização do edifício em lâmina atendeu várias condicionantes do projeto, entre elas: lajes amplas permitem o agenciamento flexível e articulado dos três departamentos e a redução do número de pavimentos possibilita uma otimização da circulação vertical por meio de escadas-rápidas.

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CREA Ceará 2001

CREA CEARÁ

2º Prêmio em Concurso Público Nacional de Arquitetura promovido pelo IAB-CE

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fábio Mariz Gonçalves
autores

Fortaleza, CE
local

2001
projeto

 

A implantação aproveita-se da ampla área situada nos fundos do terreno da atual sede do crea instalando na 1a etapa de obra o edifício que abrigará todas suas atividades atuais.

Quando este estiver concluído e em condições de funcionamento pode-se demolir a sede atual e edificar no lugar o auditório e a rampa que assinalam um acesso exclusivo de pedestres e criam um volume forte e colorido em um espaço animado por espelho d’água e mastros das bandeiras que marcam a presença da instituição junto ao passeio qualificando-o.

Deste alargamento da calçada vê-se o pilotis, um terraço com generoso pé-direito que abriga as atividades de utilização mais franca, cotidiana (protocolo e atendimento aos profissionais) e independente do crea (posto bancário, exposições e auditório). já a partir do pilotis percebe-se o acesso e o amplo vazio central que caracteriza o projeto.

Este espaço responde a três objetivos: garantir iluminação e ventilação natural abundante e eficiente para todos os ambientes de funcionamento do órgão (evitando corredores escuros e desinteressantes); qualificar arquitetonicamente o edifício permitindo fácil orientação e apreensão deste; propiciar pela singularidade e impacto dos espaços oferecidos que a nova sede do crea torne-se um ponto de encontro e convivência interessante para seus filiados e funcionários.

A proposta de ter um espelho d’água na parte baixa do vazio vêm desta mesma idéia de gerar interesse e impacto, refletindo as luzes que descem da cobertura transparente.

A organização dos acessos em dois níveis, automóveis por baixo e pedestres por cima, garantiu a autonomia e qualidade destes acessos. o acesso dos automóveis é feito junto ao espelho d’água e o dos pedestres pela rampa.

Esta separação permite que, enquanto a segunda etapa da obra estiver desenvolvendo-se, os pedestres entrem com comodidade, provisoriamente, pelo acesso inferior.

O mesmo tipo de elementos vazados utilizados como brise nas faces de insolação mais intensa também serão utilizados na montagem das paredes que delimitam os espaços privativos do crea, permitindo a plena passagem das brisas dominantes para o interior do edifício, com isto apropriamo-nos das lições da arquitetura mais adaptada ao clima quente da região adequando-a a uma linguagem contemporânea.

Continua… (para ver texto completo, entrar em contato com o escritório)

 

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Assembléia Legislativa do RS 2009

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RS

  • Menção Honrosa em Concurso Público Nacional de Arquitetura promovido pelo IAB RS

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
autores

Eliene Senna
José Mário de Castro Gonçalves
colaboradores

Porto Alegre, RS
local

2009
projeto

A fim de atender as principais solicitações do edital – um plano de integração das diferentes áreas do ALERGS e ampliação do espaço físico – é proposta a reestruturação das circulações de todos os edifícios do complexo, inclusive a substituição do anexo 1 por um novo edifício.

O sistema de circulação estrutura-se a partir de uma cota intermediária – nível do térreo do Palácio Farroupilha – que irá conectar todos os edifícios e propiciar ligações diretas com seus acessos, que se dão por três ruas localizadas em cotas variadas.  O sistema de circulação das novas edificações e do Palácio Farroupilha obedecem à uma mesma estratégia e se posicionam de forma a contribuir para uma maior clareza nas articulações dos diferentes níveis e dos programas específicos que cada edifício passará a abrigar.

O Palácio Farroupilha concentrará as atividades parlamentares principais (gabinetes de deputados, presidência, plenário e atividades de apoio, fórum e teatro). A torre de circulação e serviços proposta é compacta, implanta-se junto à antiga circulação que será demolida e é resolvida de maneira a possibilitar a ampliação da rampa de acesso à garagem do subsolo, evitando a rota confusa hoje feita pelos carros e que conflita com a circulação de pedestres para o complexo.

A marquise liga-se na outra ponta com o Novo Anexo 1, destinado às atividades com maior concentração de público externo (salas multiuso, comissões e atividades relacionadas -departamento de assessoramento legislativo e de comissões parlamentares-, plenarinho, biblioteca e interlegis). O térreo desse edifício desenvolve-se em tres níveis. O térreo inferior estabelece ligação em nível com o Térreo do Palácio Farroupilha. O nível intermediário abriga o restaurante. E o térreo superior abriga o hall de acesso para quem chega da rua Duque de Caxias.

Do Complexo chega-se ao Anexo 3 através de uma passarela metálica aérea. A passarela acessa o nível da cobertura da base do edifício e a partir desse terraço uma escada aberta vence o desnível até o térreo. Este edifício abrigará atividades administrativas e de apoio aos funcionários.

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Casa da Sustentabilidade Parque Taquaral 2015

CASA DA SUSTENTABILIDADE PARQUE TAQUARAL

2º Prêmio em Concurso Nacional de Arquitetura promovido pelo IAB-SP e Prefeitura de Campinas

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Marcelo Luiz Ursini
Henrique Fina
autores

Jonathas Magalhaes da Silva
paisagismo

Ricardo Guerra Florez
desenhos

Zula Matias
Marcel Ursini
colaboradores

Mirtes Luciani
consultoria sustentabilidade

Hélio Olga de Souza Jr
consultoria estrutura e sistema construtivo

2015
projeto

Parque Taquaral, Campinas, SP
local

A CASA DA SUSTENTABILIDADE

A forma do edifício nasce a partir da relação que estabelece com as várias escalas do território.

NA MACRO ESCALA

Em primeiro lugar a região, compreender as características de Campinas, seu clima, os ventos predominantes. A carta bioclimática de Campinas indica como principais estratégias para obtenção de conforto numa edificação o sombreamento e a ventilação natural. Em função disso, adotou-se para o edifício uma orientação o mais norte-sul possível visando aproveitar a luz natural e principalmente os predominantes ventos que sopram do sudeste, sul e sudoeste, desta maneira possibilitando o uso de soluções passivas para obtenção de conforto aos usuários da Casa da Sustentabilidade, colaborando, desta maneira, para um edifício com alta eficiência energética.

NA ESCALA LOCAL

Em seguida o parque, em visita, notamos que sua porção noroeste é pouco conectada ao conjunto e o percurso das águas do reservatório ao lago estava oculto. A forma linear adotada para o edifício sugere uma direção de percurso leste-oeste, procurando conectar a porção noroeste ao parque. A conexão é reforçada pelo conjunto de tanques (WETLANDS) e espelhos d`água que interligam o pequeno reservatório ao lago. A água é aproveitada como elemento paisagístico ao mesmo tempo que o sistema de tanques purifica a água, tornando-a adequada ao reuso.

Além disso, posicionou-se o edifício de maneira a liberar um grande jardim frontal, extensão do parque concebido como área de exposição e eventos externos.

Por fim, o edifício considerando os diferentes tipos de fluxo (mais público ao mais restrito) e de uso (transitórios aos prolongados), a volumetria foi dividida grosso modo em dois blocos, o frontal, ligado ao jardim, e o posterior.

O bloco frontal, mais público, é resolvido em tipologia pavilhonar e abriga o acesso principal, em varanda, e a sala de exposições. Sua orientação favorável ao aproveitamento dos ventos sudeste resultou no emprego de cobertura ventilada como estratégia passiva de conforto. Amplos beirais e brises protegem os caixilhos orientados para “norte-sul” e a iluminação é complementada por lanternins. A cobertura é tratada como extensão das áreas expositivas, franqueia ao público o acesso aos painéis fotovoltaicos, estes suficientes para satisfazer as necessidades do edifício na maior parte do ano.

O bloco posterior é resolvido em três volumes principais – o auditório/plenário, as reuniões e a administração – separados por dois volumes de serviços. A independência de cada programa visou separar fluxos, obter melhor estanqueidade acústica e otimizar o uso eventual do ar condicionado. A posição do bloco posterior impede o aproveitamento eficiente dos ventos sudestes; portanto neste caso optou-se pelo teto verde como estratégia de sombreamento em substituição à cobertura ventilada utilizada no pavilhão de exposições. Por serem ambientes voltados ao uso prolongado, previu-se o uso eventual de ar condicionado quando a ventilação cruzada não se mostrar suficiente.

Amplos beirais e paredes duplas com função de sombreamento complementaram as soluções técnicas para obtenção de conforto.

A volumetria adquire unidade plástica pelo emprego das mesmas técnicas construtivas. Coberturas levemente inclinadas em água única apoiadas em  strutura de madeira laminada colada de eucalipto associado a painéis em chapas melamínicas e caixilhos piso-teto também em madeira, conferem ao conjunto o desejável caráter doméstico.

A sustentabilidade deve estar na casa das pessoas, portanto o edifício evita qualquer monumentalidade ou expressão alegórica, mostrando-se como um exemplo didático que adquire caráter doméstico, procurando aproximar as práticas sustentáveis ao cotidiano das pessoas.

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Habitação Estudantil UNIFESP Osasco 2015

HABITAÇÃO ESTUDANTIL UNIFESP OSASCO

Concurso Público Nacional de Arquitetura para Moradia Estudantil promovido pela UNIFESP – Campus Osasco

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Marcelo Luiz Ursini
autores

Daniel Chun
Felipe de Paula Chaves
Zula Matias
colaboradores

Osasco, SP
local

2015
projeto

Contexto e morfologia

O projeto busca promover ações de integração do novo conjunto com a paisagem consolidada no local através de uma morfologia que não é uma imitação do entorno mas mantem algumas de suas características: emprega gabarito relativamente baixo, privilegia o alinhamento das edificações construindo a rua, visando a urbanidade. E reforça a interação com o entorno imediato estabelecendo duas entradas: por uma rua fora do campus e outra por dentro do campus.

A disposição dos edifícios contra as curvas de nível buscou paradoxalmente acomodar melhor o conjunto na acidentada topografia, evitando alterar o relevo, e obter orientação norte e leste para todos os dormitórios.

Diferentes cotas separam diferentes partes do programa.  O nível mais baixo, na cota 773, abriga o acesso ao conjunto pelo campus universitário, onde uma pequena praça aglutina os usos públicos e define um espaço de vivência. A cota 776,15 caracteriza-se como transição entre os usos privativos e os públicos.  Moradias, áreas de estudo e estares comuns, estão locados nos níveis superiores, a partir do nível 778,95.

Os edifícios residenciais configuram dois pátios vegetados, um mais fechado, interno, protegido, que abriga a moradia dos casados, e outro aberto à paisagem e visualmente integrado à praça de acesso, que abriga os demais moradores. Os pátios acompanham a forte inclinação do terreno e funcionam como áreas de contemplação; para suprir as necessárias áreas de convivência criaram-se terraços cobertos nos pontos de inflexão do edifício, contíguas às áreas de estar e estudo dos moradores.

A praça de convivência localizada na cota 773 do terreno acolhe moradores e visitantes e a partir dela são propostos caminhos alternativos por rampas, escadas e passarelas para acesso as quatro circulações verticais do conjunto localizadas nas cotas 776,15 e 778,95. Esse sistema de circulação percorre as áreas comuns de vivência e promovem o encontro dos moradores. Na cota 778,95 estão as moradias para portadores de necessidades especiais, que além de elevador podem ser alcançadas por rampa. O acesso aos andares também pode ser feito por um sistema de escadarias externas que acompanha a inclinação do terreno e conecta os vários andares e a segunda entrada para o conjunto pela rua Rua General Newton Stilac Leal, rua que dá acesso à Estação Itaúna da CPTM.  Através das escadas externas e da circulação horizontal de acesso aos dormitórios vivencia-se os pátios, transforma-se o que seria uma simples conexão em um passeio.

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Habitação Estudantil UNIFESP São José dos Campos 2015

HABITAÇÃO ESTUDANTIL UNIFESP SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Concurso Público Nacional de Arquitetura para Moradia Estudantil promovido pela UNIFESP – Campus São José dos Campos

  • 2º Prêmio

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Marcelo Luiz Ursini
autores

Daniel Chun
Felipe de Paula Chaves
Zula Matias
colaboradores

São José dos Campos, SP
local

2015
projeto

Memorial

O projeto busca criar oportunidades de convívio entre o ser humano e o meio ambiente, promovendo oportunidades de contemplação, passeios, meditação e encontro.

Considerando esse aspecto, optou-se por implantar os edifícios de moradia ao longo de uma das laterais do terreno, disposição que enfatiza o suave aclive do relevo, a fim de configurar uma grande área ajardinada que estabelece continuidade visual e física com as áreas de APPs vizinhas. Esta área ajardinada se estende sobre a cobertura do edifício de vivência, transformada em praça mirante, permitindo visuais sobre todo o campus universitário.

Afirmação na paisagem

Optou-se por implantar o conjunto de moradias direcionando as visuais dos edifícios às belas vistas panorâmicas do entorno e garantindo orientação norte e leste para os dormitórios. Mas buscou-se principalmente a constituição de um conjunto arquitetônico integrado, que se afirmasse na paisagem e traduzisse a ideia de moradia coletiva. A criação de uma rota privilegiada de pedestres é feita ancorada pela disposição linear do conjunto. Essa rota inicia-se no centro de vivência (cota 585), espaço de uso coletivo geral caracterizado por um pátio descoberto de onde se observa todas as atividades presentes no edifício. Neste pátio, uma escada-arquibancada, proposta para abrigar público para pequenas apresentações, interliga o centro de vivência à praça ajardinada (cota 589,20) e aos térreos em pilotis das edificações residenciais. Os pilotis abrigam os espaços de uso coletivo intermediários (terraços, estudos e estares dos moradores) e interligam os três acessos verticais dos edifícios, constituindo uma rua coberta de circulação e encontro no nível da praça, e possibilitam a conexão física e visual com as APPs vizinhas. A circulação de acesso aos dormitórios nos andares superiores passa a participar e animar a praça, transformando o que seria uma simples conexão num passeio elevado.

A rua que delimita de um dos lados o grande jardim configura uma rota secundária de uso compartilhado entre veículos, pedestres e bicicletas, e articula os três acessos que servem ao lote: a da rua projetada prevista na parte alta do terreno, cota 595, onde se prevê o estacionamento de visitantes pela ligação mais direta com a cidade; do acesso ao centro esportivo do Campus, previsto na cota 590; e da rua projetada na cota inferior do terreno, cota 585, por onde se acessa os demais edifícios da universidade.

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Residência em Guaecá 2005

RESIDÊNCIA EM GUAECÁ

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Henrique Fina
autores

2005
projeto

2006
obra

Paria de Guaecá, São Sebastião, SP
localização

300,00m2
área do terreno

138,60m2
área construída

LY Engenharia e Projetos
fundações, alvenaria armada

Ita Construtora
estrutura de madeira

JPD Instalações Hidráulicas e Elétricas
instalações prediais

Luis Mauro Freire
fotografias

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Museu da Tolerância 2004

MUSEU DA TOLERÂNCIA

  • Menção Honrosa em concurso público

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Henrique Fina
autores

Luis Oliveira Ramos
colaborador

 

2005
projeto

4.620,00m2
área de terreno

5.978,00m2
área construída

Cidade Universitária, São Paulo, SP
localização

A implantação de um pequeno museu num contexto de campus universitário, caracterizado por grandes volumes prismáticos distribuídos num parque, sugeria duas possibilidades: manter a coerência volumétrica com os demais edifícios e manter a integração visual com a vizinhança arborizada do Instituto Butantã.

A opção por um volume prismático, envidraçado de maneira a permitir o desfrute da paisagem e o anúncio das exposições para o campus, visa estabelecer o diálogo formal com edifícios de grande valor arquitetônico – FAU, Faculdade de História- e definir uma imagem forte caracterizadora de sua especificidade de abrigar um museu vivo.

O volume repousa numa base que define o piso de acesso público às áreas de exposição do museu, configurando-se numa praça de convívio terraceada, cuja cota elevada possibilita apreender o bosque presente no Instituto Butantã e abrir visuais para o Campus.

A base estabelece a transição das várias cotas presentes no terreno, definindo vários tipos e níveis de acesso. Na base localizam-se os ambientes de produção, como salas de aula, laboratórios, auditórios.

A estrutura utilizada no volume das exposições emprega seis pontos de apoio – quatro pilares e duas caixas de escada – que sustentam quatro vigas metálicas que vencem o vão longitudinal, suportando as três lajes existentes, duas de exposições e o piso da biblioteca, sendo que o pavimento inferior, das exposições temporárias, é pendurado por tirantes às treliças; na base empregou-se estrutura de concreto protendido. A diferença dos sistemas estruturais é enfatizada no tratamento plástico, utilizando-se concreto aparente na base e painéis de alumínio no volume elevado.

Nas áreas de exposição buscou-se uma articulação clara entre os diferentes níveis, pontuando a biblioteca como elemento de transição entre as duas exposições – temporárias e permanentes – por ela também se configurar num importante acervo de idéias acumuladas pela história.

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Residência em Guaecá 2003

RESIDÊNCIA EM GUAECÁ

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Henrique Fina
autores

José Mário de Castro Gonçalves
colaborador

2003
projeto

2004
obra

Guaecá, São Sebastião, SP
localização

300,00m2
área do terreno

121,00m2
área construída

LY Engenharia e Projetos
fundações, alvenaria armada

Ita Construtora
estrutura de madeira

JPD Instalações Hidráulicas e Elétricas
instalações prediais

Luis Antônio de Souza Góes
construção

Glauco França
Luis Mauro Freire
fotografias

Esta residência se localiza em um condomínio onde a organização das glebas é feita por faixas, perpendiculares à rodovia e a linha de beira-mar, intercaladas por ruas de serviços – onde se dão os acessos de veículos – e “ruas” de lazer – amplos espaços coletivos, gramados e ajardinados, de acesso à praia, aos quais se integram os recuos dos lotes, que possuem, desta maneira, duas “frentes”.

Como a principal exigência da proprietária era construir uma casa econômica e de baixa manutenção, optamos por resolvê-la em um único pavimento térreo, com área de 120 m2. A exigüidade da área seria compensada por uma planta enxuta, com poucas áreas de circulação, e amplitudes visuais para o exterior através de amplos caixilhos e beirais.

A residência foi resolvida em dois volumes executados em dois sistemas construtivos diferentes. O primeiro bloco em alvenaria armada aparente e laje de concreto impermeabilizada, foi implantado na face sudoeste do terreno, obedecendo ao recuo mínimo, concentrando as áreas molhadas; o segundo bloco, executado em estrutura de madeira com cobertura em telhas cerâmicas, está disposto em paralelo ao primeiro bloco  e define um recuo lateral maior, de 2,5m, por onde é feita a entrada social da casa e para onde estão voltados os dormitórios.

Este pavilhão de madeira foi projetado com 5 módulos de 3m, abrigando em três dos módulos os dormitórios, nos dois últimos a área de estar, voltada para a rua de lazer. A área de estar abriga uma sala mais formalizada em um módulo, e no outro configura-se uma varanda  inteiramente integrada com os jardins externos por caixilhos pivotantes que abrem completamente o vão.

A cobertura inclinada projeta-se em amplos balanços nas duas extremidades e nas laterais, obtidos graças a um artifício formal, o de recuar os fechamentos cerca de um metro para o interior da residência. A estrutura de madeira apóia-se no bloco de alvenaria armada, e a inclinação da cobertura permite evidenciar no interior da residência as diferentes soluções construtivas adotadas.

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Residência em Guarulhos 2003

RESIDÊNCIA EM GUARULHOS

  • Menção Honrosa na Premiação IAB SP 2006

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Henrique Fina
autores

2003
projeto

2005
obra

325,00m2
área do terreno

295,00m2
área construída

Alleoni Engenharia e Projetos
fundações, alvenaria armada

Ita Construtora
estrutura de madeira

JPD Instalações Hidráulicas e Elétricas
instalações prediais

Ricardo Migliorini
fotografias

O terreno urbano de dimensões modestas, mais ainda quando em frente a uma praça, requer três cuidados ao partido: que qualifique o espaço livre para além dos padrões de recuos mínimos exigidos pela legislação, que agregue a qualidade do espaço público ao privado, e que preserve o programa da proximidade com os vizinhos. O primeiro e o segundo se reconhece impreteríveis, o terceiro se mostrou relativo: isolar a divisa norte (a sul, dado a permissão da legislação, naturalmente seria aquela a geminar) parecia a solução mais adequada, porém, diante da oportunidade de aproveitar ao máximo a excepcional orientação solar, optou-se por um arranjo basicamente linear, voltado para esta face.

O perfil natural do terreno – um pé-direito acima da rua, cortado na sua metade anterior recebe a garagem, entrada da residência; na posterior o estreito bloco laminar de dois pavimentos que propicia um “recuo lateral ampliado”, pátio articulador do conjunto. A sala de estar, em laje sobre a garagem, dispõe-se – assim como a área coberta aos fundos – transversalmente, em nível com o pátio e a cavaleiro da praça, em total transparência para ambos, como uma varanda. A cozinha ganha o mesmo caráter ao se deslocar a circulação de acesso aos serviços para junto da fachada.

Dois sistemas distintos, construtivamente consecutivos, definem diretamente o caráter formal da obra: paredes de alvenaria de blocos de concreto e estrutura independente de madeira. Da idéia evidente de concentrar nos muros de divisa os elementos opacos e portantes resulta uma estrutura transversal, de pórticos triarticulados sobrepostos, contraventados pela rigidez da alvenaria, com somente uma linha de pilares. O balanço das vigas do bloco laminar diminui o vão daquelas que suportam as lajes planas de cobertura, possibilitando que ambas mantenham a mesma seção, e as apóiam em dente Geber – detalhe que extrapola sua função técnica ao revelar a situação das partes em relação ao todo.

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Clube Condominial em Maricá 2012

CLUBE CONDOMINIAL EM MARICÁ

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
autores

Fábio Marchi
colaborador

Carpintería Estruturas de Madeira
estrutura de madeira

LY Engenharia de Projetos
estrutura de concreto

Gavazzi Engenharia
hidráulica, elétrica e climatização

Archidesign
luminotécnica

Felipe Reichmann
paisagismo

Luis Mauro Freire
fotografias

Maricá, RJ
localização

2012
projeto

620,25 m2
área construída

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Escola Estadual em Mauá 2006

ESCOLA ESTADUAL EM MAUÁ

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Henrique Fina
autores

José Mário de Castro Gonçalves
colaborador

2006
projeto

2008
obra

Mauá, SP
localização

 

2.059,96m2
área do terreno

3.604,00m2
área construída

RC Engenharia Estrutural
fundações, estrutura de concreto e concreto pré-moldado

MBM Engenharia
instalações prediais

Scopus Construtora
construção

Luis Mauro Freire
fotografias

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Escola Estadual em Guarulhos 2004

ESCOLA ESTADUAL EM GUARULHOS

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
autores

José Mário de Castro Gonçalves,
Luis Oliveira Ramos, Raul Geraldo Machado
colaboradores

2004
projeto

2006
obra

4.064,00m2
área do terreno

3.913,00m2
área construída

Cepollina Engenheiros Consultores
fundações

CTC Projetos e Consultoria
estrutura de concreto

Oficina de Arquitetura e Estrutura
estrutura metálica

JPD Instalações Hidráulicas e Elétricas
instalações prediais

TARRAF Construtora
construção

Ricardo Costa Migliorini
fotografias

O projeto buscou promover a maior integração espacial possível entre os ambientes de convívio da escola e áreas livres existentes, procurando aproveitar todas as oportunidades de uso de um terreno pouco generoso para o extenso programa que abriga.

A relação da nova edificação ao seu contexto se faz pela extensão virtual de uma rua, pelo acesso principal da escola, até o pátio externo localizado no fundo do lote, junto ao córrego existente. Com o advento da escola, esta rua, ligação com a principal avenida do bairro, configura-se como um importante acesso de pedestres. Esta extensão marca o limite entre o bloco didático e o bloco esportivo. No primeiro, a organização das salas em torno de um pátio central descoberto, qualifica o espaço de circulação integrando-o às outras áreas de convívio. As atividades realizadas no segundo podem ser acompanhadas do galpão ou da principal circulação vertical, que inclusive, dada sua localização privilegiada, domina todas as atividades no edifício.

A continuidade espacial que o pátio interno mantém com a área externa através do vão livre do galpão possibilita que a arborização das margens do córrego seja vista desde o interior da escola.

O mesmo acontece com os outros espaços de convívio, que em continuidade com as áreas livres externas, correspondentes aos recuos mínimos exigidos pela legislação, integram a escola ao seu entorno.

No bloco didático as salas de aula são orientadas para norte e sul, e o apoio didático para leste, reservando a face de orientação mais crítica para o bloco esportivo. A proteção solar e fechamento da quadra são feitos com cobogós cerâmicos, tornando mais legível a organização das diferentes partes do programa.

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Catedral do Campo Limpo 1991

CATEDRAL DO CAMPO LIMPO

  • 1º Prêmio em concurso fechado

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
Fabio Mariz Gonçalves
Zeuler R M A Lima
autores

1991
projeto

1998
obra

7.720 m2
terreno

 

3.255 m2
construção

Campo Limpo, São Paulo, SP
localização

Hidroconsult Consultoria Estudos e Projetos
fundações, estrutura de concreto

CZN Engenharia de Sistemas
instalações prediais

NGTM
construção

Ricardo Costa Migliorini
fotografias

Criada pelo Papa João Paulo II, em 1989, a Diocese do Campo Limpo é composta por vários bairros do município de São Paulo (Campo Limpo, Jardim Ângela, Morumbi e Vila Sônia) e seis outros municípios, abrigando uma população estimada em 2.500.000 habitantes.

O terreno é lindeiro ao córrego Pirajussara, no eixo visual de uma curta avenida que se liga ao Largo do Campo Limpo, no qual chega grande parte das linhas de ônibus que servem a região.

A nave principal foi concebida como um grande salão, praticamente quadrado, com cerca de 1200m2 e capacidade para 1500 pessoas sentadas; sua divisão em três volumes procurou responder ao contexto pobre de casario da vizinhança, evitando um grande contraste de escala, e à configuração de um adro de entrada, uma praça de acolhida para procissões e confraternização da comunidade. O afunilamento do volume superior demarca a centralidade do altar, que domina simbolicamente todo o espaço.

A fim de liberar o interior da nave de pilares, a estrutura da cobertura adota duas vigas protendidas, com vãos de 38 e 39 metros, que penduram duas vigas menores e mais baixas. As vigas suportam telhas pré-moldadas de concreto vencendo vãos variados.

O fechamento entre os pendurais utiliza painéis de mármore, tipo espírito-santo, com espessura de cerca de 1,5 cm. Esta opção foi adotada pelo seu baixo custo e pela suavidade e beleza da luz filtrada pelo mármore.

Na fase de projeto contou-se com a consultoria do especialista em arte-sacra, Cláudio Pastro, também o autor do grande painel do altar, pintado em afresco.

A torre, localizada no eixo da avenida, é peça fundamental para a visibilidade do templo para quem passa no largo ou no cruzamento das estradas.

Posteriormente foi desenvolvido o projeto de um anexo para abrigar programa de apoio à Catedral – residência de padres, salão de festas, salas de catequese – e a implantação paralela ao córrego procura liberar uma pequena praça para uso cotidiano.

memorial ficha técnica
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Escritório Riskoffice 2015

ESCRITÓRIO RISKOFFICE

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
autores

OFCP
instalações hidráulicas e elétricas

Engemac Climatização
climatização

OFCP
obra

2015
projeto

2015
obra

750m2
área

Alphaville, Barueri, SP
local

memorial ficha técnica
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Diretoria de Ensino Móoca 2010

DIRETORIA DE ENSINO MÓOCA

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
autores

José Mário de Castro Gonçalves
colaborador

2010
projeto

2013-2014
obra

6.012,00
área do terreno

2.033,10
área construída

 

Catuta Engenharia
projeto estrutura de concreto

Paulo Clarete Ticianelli
projeto estrutura metálica

Sandrantec Consultoria
instalações prediais

MBM Engenharia
climatização

Adriana Petito de Almeida Silva e Castro
Luciana Oliveira Fernandes
consultoria de conforto ambiental

Vânia Regina Pierri Oliveira,
Marina Sabino
analistas FDE

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Clube Condominial em Dourados 2014

CLUBE CONDOMINIAL EM DOURADOS

Luis Mauro Freire,
Maria do Carmo Vilariño
autores

Zula Matias
colaboradores

Dourados, MS
local

2014
projeto

2016
obra

Dourados, MS
localização

Porjetal Projeto Estrutural e Consultoria
estrutura

RM Engenharia
hidráulica, elétrica, climatização

Marcos Castilha Arquitetura de Iluminação
luminotécnica

Oca Oficina de Criação e Arquitetura
interiores

Quinta Arquitetura Design e Paisagismo
paisagismo

Luis Mauro Freire
fotografias

 

 

 

 

Trata-se de um clube de lazer para atender os futuros moradores de empreendimento imobiliário localizado em área de expansão urbana da cidade de Dourados, MS. O clube foi projetado para atender à aproximadamente 600 famílias moradoras do condomínio e seus futuros amigos e visitantes.

O lote do clube localiza -se no eixo central de acesso do condomínio e junto à um lago na porção nordeste da área. Devido à declividade suave do terreno em direção ao lago, é possível, desde da entrada do empreendimento, visualizar o clube que se coloca paralelo à rua de acesso e, através da edificação e de longos muros longitudinais, resguardam-se as áreas de lazer de olhares externos.

O clube, em forma de ‘L”, procura definir duas áreas com diferentes condições de privacidade para as atividades que se desenvolvem no lote. Na porção sul do lote, localizam-se as quadras esportivas, abertas para a esquina e para os lotes situados na rua lateral. Na porção central do lote, localizam-se as piscinas que, protegidas pela volumetria do clube, se voltam para o norte e para a linda paisagem do lago.

O programa do clube é organizado em duas alas, uma disposta em paralelo à rua de acesso e que abriga o salão de festas, bar, cozinha, ambientes de apoio e pátio de serviço. A outra compreende a sauna, vestiários, fitness, salão de jogos e churrasqueira. A implantação em forma de “L” permite que todos os ambientes de voltem para a área da piscina e consequentemente para o lago. A circulação avarandada interliga todos os ambientes e propõe caminhos em direção às quadras e ao lago, onde, através de um pequeno deck flutuante, as pessoas podem ter contato direto com a água.

A edificação do clube é muito simples e é composta de planos verticais de alvenaria revestidos de tijolo de barro que apoiam, em níveis diferentes, planos horizontais de coberturas planas. Utilizou-se estrutura de concreto para as alvenarias de fechamento e estrutura metálica para apoio de telhas de aço termoacústicas para a cobertura. Um brise em chapa perfurada de aço protege o salão de festas da incidência de sol na face oeste. Um pórtico de acesso e um bloco de apoio junto à entrada do condomínio completam o conjunto edificado.

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Diretoria de Ensino de Itapevi 2010

DIRETORIA DE ENSINO DE ITAPEVI

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
autores

José Mário de Castro Gonçalves
colaborador

2010
projeto

2013-2014
obra

Steng Engenharia de Projetos
estrutura de concreto e metálica

Sandretec Consultoria
instalações hidráulicas e elétricas

MBM Engenharia
climatização

Cepollina Engenheiros Consultores
fundações

Siméia de Carvalho Pinto
analista FDE

 

 

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Residência no Morro do Querosene 2010

RESIDÊNCIA NO MORRO DO QUEROSENE

Luis Mauro Freire
Maria do Carmo Vilariño
autores

Eliane Sena
colaborador

2010
projeto

2012
obra

542,06 m2
área do terreno

605,47 m2
área construída

Alleoni Engenharia
estrutura de concreto

MBM Engenharia
instalações prediais

Civilsolo Sondagens e Fundações
sondagens e fundações

Torres Martins
construção

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Câmara Legislativa do Distrito Federal, Brasília – DF 2011

CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, BRASÍLIA – DF

  • 1º Prêmio em concurso nacional

Luis Mauro Freire, Maria do Carmo Vilariño, Fábio Mariz Gonçalves, Zeuler Rocha Melo de Almeida Lima, Eurico Ramos Francisco e Lívia Leite França
Autores do projeto inicial

Luis Mauro Freire
Coordenador do projeto atual

José Mário de Castro Gonçalves, Luis Oliveira Ramos, Alexsander Laranjeira, Paulo Cuconati, Eliane Sena, Henrique Fina
colaboradores

1989 – 2007
projeto

2011
obra

18.700,00m2
área do terreno

48.277,00m2
área construída

Hidrosolo Consultoria e Engenharia de Projetos
Soltec Engenharia
fundações

 

 

Engeserj Engenharia
Simetria Engenharia
estrutura de concreto

WS Welder Silva de Miranda
Ferenge Estruturas Metálicas
estrutura metálica

Critério Engenharia Consultiva
instalações prediais

LABAUT Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética
luminotécnica, conforto ambiental

Franco e Fortes Lighting design
luminotécnica

Alexandre Sresnewsky
acústica

Dinaflex Consultoria e Projetos em Esquadrias de Alumínio
caixilhos

Via Engenharia SA
construção

Visualize Arquitetura Digital
modelo eletrônico

Maquetaria da Vila
modelo físico

A área definida para a implantação da nova Câmara se encontra ao longo do Eixo Monumental junto à Praça do Burití, ao Palácio do Burití (Poder Executivo) e ao Palácio da Justiça (Poder Judiciário) configurando a Praça dos Três Poderes no âmbito distrital.

Trata-se, portanto, de uma situação urbana muito específica, onde é onipresente uma lógica urbanística e arquitetônica modernista e simbólica.

A implantação geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal se dá segundo a criação de duas praças públicas separadas por um muro diagonal. Uma de caráter cívico, aberta para o Eixo Monumental, apresentando o plenário como edifício simbólico. A outra rebaixada e preservada, cria um espaço de encontro e convívio das pessoas nas suas atividades cotidianas, abrigadas da linha do horizonte da extensa paisagem da capital.
O edifício organiza-se em diferentes volumes que expressam os diferentes conjuntos do programa. O plenário acomoda-se em um volume semi-circular implantado na cota mais alta da praça de acesso, dominando o conjunto. Os escritórios e gabinetes dos deputados localizam-se em uma lâmina longa e horizontal que se relaciona volumetricamente com a estrutura urbana do entorno e funciona como suporte visual para o volume do plenário, interligado por uma galeria transparente. A galeria estabelece a ligação dos acessos de público (pela praça cívica) e de deputados (pela rua posterior) para o plenário, e as circulações, diferenciadas, são resolvidas em diferentes níveis.

Comissões, auditórios e outros volumes secundários localizam-se no nível dos pilotis ou da praça rebaixada, relacionando-se diretamente com o público e funcionários da Câmara.

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